nambuangongo.. terça-feira, 28 de Novembro de 2006 |
dedicado a nós, Homens, que tornamos a História nisto. pensado para todos os que calcamos o passado e transformamos o presente em algo ainda mais tenebroso...
a todos os que ignoram a solução!
Nambuangongo Meu Amor
Em Nambuangongo tu não viste nada
não viste nada nesse dia longo longo
a cabeça cortada
e a flor bombardeada
não tu não viste nada em Nambuangongo
Falavas de Hiroxima tu que nunca viste
em cada homem um morto que não morre.
Sim nós sabemos Hiroxima é triste
mas ouve em Nambuangongo existe
em cada homem um rio que não corre.
Em Nambuangongo o tempo cabe num minuto
em Nambuangongo a gente lembra a gente esquece
em Nambuangongo olhei a morte e fiquei nu.
Tu não sabes mas eu digo-te: dói muito.
Em Nambuangongo há gente que apodrece.
Em Nambuangongo a gente pensa que não volta
cada carta é um adeus em cada carta se morre
cada carta é um silêncio e uma revolta.
Em Lisboa na mesma isto é a vida corre.
E em Nambuangongo a gente pensa que não volta.
É justo que me fales de Hiroxima.
Porém tu nada sabes deste tempo longo
tempo exactamente em cima do nosso tempo.
Ai tempo onde a palavra vida
rima com a palavra morte em Nambuangongo.
manuel alegre
(musicado/cantado - fernando guerra/paulo de carvalho)
sintomático.. quinta-feira, 16 de Novembro de 2006 |

A oportunidade não me obrigou mas não pude deixar de fazer... é como todas as manhãs que te levantas sem querer mas tem de ser... não é muito bem comparado mas visto assim nem está mau! Como sempre em tudo o que tens feito ficamos pela sensação da satisfação, daquela que nos tira de lá de dentro, que nos faz falar nestes absurdos... porque afinal é disso que se trata! Mas ele quer falar de memórias, falar não, deixar de falar e passar a recordar... os Pixies perguntam mas duvido que consigas responder neste instante... porque não sabes onde ela está, só sabes que não está... aqui? Ou então estes agora, demora o tempo que precisares! Queres reviver mas não te deixam, afinal nunca deixaram a ninguém portanto não esperes... fácil de voar, mas demora o tempo que for é o tempo que tens para mudar! Ela aí está, ali ao fundo, encostada à porta... nunca deixas de aí estar, é tão bom saber que não me intimidas como fazes aos outros, não me vens buscar, vens-me acompanhar por aí... és o placebo deles, é isso, já quase não me lembrava, é isso, és tu... eles apenas pensam mas a cidade só a ti pertence, aquela onde estivemos juntos, aquela que nos tirou o que ninguém nos tinha dado mas que no fundo continua bem aqui! Não entendes, mas volta a ler isto quando fores brisa, rara cor na grinalda do vento... aí talvez venhas aqui ter... eu espero!
fechando..
sweet chill.. quinta-feira, 2 de Novembro de 2006 |

Safely they think they have peace of mind.
The only place I can crawl for safety is in His hands…
I see a crumb and the groove seems thicker.
Could it be a building?
I imagined a big wall full of colours.
Can we share the tools?
But I can’t let them see it.
And I can’t let them touch it.
There is no reason to be.
They crashed down into a gentle breeze.
Even so I can’t let them see me.
And I can’t let them touch me.
Not fair away, I saw the airy drawing of dew
And I smiled ‘cause I heard a magic song and I found a sweet dissonance…
de alguem realmente especial,
que escreve coisas destas...
ass. Petunia