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"escritos espartilhados sobre um dia-a-dia mais que banal!.."

#16 quarta-feira, 28 de Março de 2007 |


'afinal' talvez nem seja a palavra adequada, certamente não será a efectiva maneira de o parecer. O objectivo não é complicar, desde um pouco depois passou a ser viver e esse foi quase desde sempre cumprido. Mas também continua a não ser disso que se fala, passo apenas a recordar o que todos merecerão, por muito incógnito que possa parecer. É escrito a dois espaços para não haver nem daí conversas reservadas interrompidas sem querer.. no fundo, sem qualquer tipo de segunda leitura que quase todos lhe anseiam dar, é apenas uma lembrança das poucas coisas que não se podem negar, o tempo, a idade, a vida! Porque não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.. Parabéns!


sendo-me permitida a ousadia, não podia ser outra..
(apenas com a leitura que lhe damos..)


Looking back over my shoulder
I can see that look in your eye
I never dreamed it could be over
I never wanted to say goodbye

Looking back over my shoulder
With an aching deep in my heart
I wish that we were starting over
Oh instead of drifting so far apart

Everybody told me you were leaving
Funny I should be the last to know
Baby please tell me that I'm dreaming
I just never want to let you go

I don't mind everybody laughing
But it's enough to make a grown man cry
Cos I can feel you slipping through my fingers
I don't even know the reason why

Every day it's a losing battle
Just to smile and hold my head up high
Could it be that we belong together
Baby won't you give me one more try
One more try

over my shoulder - mike & the mechanics


600.. terça-feira, 20 de Março de 2007 |


"É um mundo complicado que devia vir com manual de instruções" dizia numa aula o único catedrático da nossa Casa.
Define-se rapidamente qualquer ambiguidade ao entrar neste transporte que justifica bem o publico se lho permitirmos. A citação parte do mal amado que talvez só peque por saber demais, ou por também não vir com manual de instruções.. mas só entrando se dificulta o transporte; faz-se acreditar que o dito, à partida, repito, inicialmente, apenas é vitimado pela maleita da socialidade - é à primeira que se vê e esta é a que por todas vale. Por outro lado, desde logo se nos permite em sede de primeiro impacto facultar duas possíveis interpretações - se inicialmente sem contacto prévio a opinião será necessariamente errónea, em segunda análise talvez se abram duas possibilidades, nesta segunda em que há um hipotético contacto; digamos que uma abordagem efectiva não seria fácil, por vezes nem sempre possível, será isso motivo para voltarmos à primeira instância ou deveremos aceitar por si a in dubia pro reu?
Contra mim falo afirmando que nem sempre no nosso dia-a-dia damos o beneficio da duvida a quem o merece.. mais ainda, muitas vezes julgamos sem saber bem sobre quem estamos efectivamente a emitir juízos..


aos Grandes.. |

entrada da praça vermelha - moscovo


Já se pegou muita vez e de variadíssimas formas no tema pelo que este comentário pouco terá de original, a não ser talvez a excessiva redundância no mau gosto do invocado.

Fico de facto perplexo quando tomo contacto com mais uma infeliz tentativa, desta vez demasiado ridícula, de levantar o ego aos lusos. Todos sabemos que o complexo de inferioridade é inegável bem como a recorrente demissão de responsabilidades entregando-as ao fado, mas daí até chegar ao ponto de eleger o melhor dos que já por cá passaram, metendo no mesmo saco o fascista de Santa Comba e o chapéu em bico do Infante, nascido duma televisão publica que se acredita estar finalmente num processo de crescimento...

Enfim, já sei que serei de novo acusado de crítico recorrente mas os ditos “grandes portugueses” atingem o cumulo bem depressa... já nem ponho em questão o facto de se promover a eleição do nosso exemplo ditatorial, bastando-me apenas questionar quem se lembraria de um programa de tamanha infelicidade! De tantos e tantos anos talvez perdidos nos bancos das escolas será que ninguém ainda conseguiu fazer entender a toda esta gente que toda esta competição é completamente avessa ao conceito de História? Já sei que isso não se ensina em Biologia nem se aprende em Álgebra, mas se se promove tanta ciência, se se incentiva tanto a engenharia dos saberes, se é aí que reside a grande virtude dos nossos dias, será pedir muito aos ditos entendidos que reflictam um pouco sobre o precedente? É certo e sabido que de tão negro se pintou a História que hoje não passa de mero carrasco para muitos, mas talvez seja importante recordar que na História não há melhores nem piores, o Tempo não se fez de grandes ou pequenos... fez-se, simplesmente fez-se! Talvez sem o Henriques não estivéssemos cá, talvez não escreveria tão bem sem o Pessoa, ou não fosse tão ignorante sem o Oliveira, mas é por isso que urge a necessidade de os destacar? Pergunto se é tão grande assim a importância de assumir como o Grande algum destes ou mesmo outros... continuo a constatar que tarda em chegar o essencial que nos fará talvez recuperar alguns anos, não é imiscuir no passado, é respeita-lo, integra-lo e aprender... aprender com todos por igual!


II.. sábado, 3 de Março de 2007 |



a uma das cidades do meu coração..
(todos os meses ao dia 2)

- Praga -

à cidade cujo centro histórico é desde 1992 património da humanidade da UNESCO, tendo entre muitos apelidos o do "coração da Europa". Esperando certamente um dia lá desfrutar da sua imensa beleza!


Highlights

Last night the couple in the flat above us
Were in full flight: tirades and injured feelings
Swung back and forth for hours across the ceiling
Like bad jazz solos, long and repetitious.
Last week we caught crescendos from Sibelius.
And now tonight around eleven stealing
Through carpets and concrete slabs a wild, freewheeling
Moan of utter joy, which is their Anschluss.
But otherwise we'd never know they're there
And easily forget their sixth-floor sitcom.
We get on with our own lives - work and leisure,
Chores tending to our household appliances -
Which see the same as theirs (the noise, the rhythm)
Apart from what goes on between, in silence.


Justin Quinn: an irsh poet in Prague
Highlights - Justin Quinn