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"escritos espartilhados sobre um dia-a-dia mais que banal!.."

preto (gente).. quarta-feira, 23 de Maio de 2007 |


desde logo fica claro que este é mais um daqueles que ninguém entende por força precisamente disso mesmo.. as vezes ficamos felizes em fazer isto portanto aqui está ele! apetece fechar os olhos e ouvi-los tocar, mas ouvi-los com todas as cores.. porque as cores também se ouvem, pelo menos aqueles achavam, achavam ou diziam achar, ou diziam só.. que sim claro! e logo agora, que precisam do amor dos que ouvem, na frequência Bed Shaped..
agora a sério, não olhes para o lado porque me segues assim mesmo, como sou, costumo ser será mais preciso, nas luzes brancas, não me parece o que eu sei.. mas sei! já mudei para onde só nós sabemos.. espera, sim deixa-a chorar..

eles vem, hoje foi só desse lado,
quem sabe amanhã não vem de novo
instar para dançarmos nessa lama
lama, aquela onde todos pousam
quem dera um dia cantasse isto,
mas só, só contigo, no momento
exacto e precisamente inverso
aquele em que me deixasses por ser
já caio de novo na personalização
grande demais para caber nisto;
nem desabafo sonho ser em juramento,
dos efémeros mas falíveis..

Bem falíveis para que ninguém se glorie
pelo menos agora que ouço as do meu ano,
em que me deste vida
agora volta ao inicio e lê ao contrario
para começares do fim..
que ridículos somos dançando nus
já não é na lama..


I visited your home this morning after you'd left. I tried to play husband. I tried to taste the life of a simple man. It didn't work out, so I took a souvenir... her pretty head


resto.. sábado, 19 de Maio de 2007 |




esta de facto merece mesmo aqui estar..

"e quem fica com o troco?.."

dura.. quarta-feira, 16 de Maio de 2007 |

foi assim que estivemos, nascemos, crescemos pouquinho, e morremos..

lembro-me da primeira vez que a iuris facultis me viu, naquele hall cheio de mesas para me receber.. entrava na margem de outra vida que nunca imaginei, que nunca concebi, que desconhecia existir..

na vez seguinte vi alguns de negro para os quais muitos rumores me alertavam, dos quais todos falavam, alguns amavam, vários odiavam, muitos ignoravam, mas todos os que de fora viam desconheciam por completo; como seria de outra maneira se nem eles conseguiriam uma biografia.. depois, um pouco depois, já muitos murmuravam, apresentavam razões, defendiam posições, demarcavam ideias, todos tinham um irmão que tinha saído revoltado com os negros, uma irmã insultada.. todos orgulhosamente ostentavam a sabedoria de olhar, descrever os fantasmas que sobre aqueles pairavam..

à saída da docente, no anfiteatro que nos deu à luz, os negros vieram, berraram em latim e nós nascemos..

dizem que quando uma criança nasce apenas começa por distinguir formas, cores.. nós nem isso; talvez apenas o negro que nos recebeu, os murmúrios de uma praxe que agora éramos nós a sentir, as formas duma doutrina que nos acolhia.. chegávamos para ser caloiros, nascíamos para morrer numa terça feira distante que muitos de nós desconheciam ainda..

o objectivo não é julgar, exigir, condenar quem quer que seja pois por muita legitimidade que tivesse (e não tenho!) nunca seria ninguém para fazê-lo.. ninguém é ninguém para fazê-lo..
aqui se recorda comboios, noites, canções, abraços, toques, olhares, gritos, medos, alívios, conversas, apoios, revoltas, afagos, dores, quatros (que não são seis), jantares, discursos, cumprimentos, insultos católicos, amores ortodoxos, risos.. e lágrimas! acredito na finitude do alfabeto e assim sendo difícil se torna a tarefa duma descrição que por si só é impossível.. duvido que praxis resuma tudo porque tudo não tem resumo, porque praxis não se resume, não se descreve, não se entende e, se porventura se sentir, só assim é vivendo-a..

este post não descreve, fala ou representa a praxe.. porque nenhuma colher, penico, semente, fita, cartola, palavra, grito ou lágrima o faz.. porque nada o faz.. porque praxe é isto, és tu, que a viveste, fechares os olhos neste momento e ouvires, sentires, recordares.. é isso que está ai dentro!


dedicado

- corpo praxístico da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (especialmente aos pastranos);

- a alguem que chorou duma forma aparentemente normal, mas cujas lágrimas me tocaram tão fundo que as guardarei no traje até ser finalista desta vida; a esse choro que me definiu praxe!



In Nomine Soleníssima Praxis, a vocês!


pastrano Big Show


terminológico.. segunda-feira, 14 de Maio de 2007 |



games without frontiers,
war without tears..


games without frontiers - peter gabriel


quid iuris? segunda-feira, 7 de Maio de 2007 |



Um chefe da Máfia descobriu que o seu contabilista tinha desviado milhões de dólares do caixa.
O contabilista era surdo, por isso fora admitido, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, não poderia depor como testemunha.
Quando o chefe foi dar-lhe um aperto sobre os milhões em falta, levou a advogada, que sabia a linguagem de sinais dos surdos-mudos.
O chefe perguntou ao contabilista:
- Onde estão os 10 milhões que desapareceram?
A advogada, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contabilista, que logo respondeu (em sinais):
- Eu não sei do que é que vocês estão a falar.
A advogada traduziu para o chefe:
- Ele disse não saber do que se trata.
O mafioso sacou uma pistola e encostou-a à testa do contabilista, gritando:
- Pergunte-lhe de novo.
A advogada, sinalizando, disse ao infeliz:
- Ele vai-te matar se não disseres onde está o dinheiro.
O contabilista sinalizou em resposta:
- OK, vocês venceram, o dinheiro está numa mala de couro, que está enterrada no quintal da casa do meu primo Eurico, no nº400, da Rua 26, no bairro de Queens!
O mafioso perguntou à advogada:
- O que é que ele disse?
A advogada respondeu:
- Ele disse que não tem medo de paneleiros e que você não tem tomates para puxar o gatilho..


IV.. quarta-feira, 2 de Maio de 2007 |



a uma das cidades do meu coração..
(todos os meses ao dia 2)

- Bali -

Este mês não se trata propriamente de uma cidade mas de uma ilha.. optei por ir ao outro lado do mundo e de facto a beleza é impressionante.. lamentando os tristes atentados, fica o sonho da visita a uma das paragens mais marcantes, em plena Indonésia!

Na foto o templo de Tanah Lot um templo Hindu com uma estrutura lindissima.. mais um sonho para um dia destes..


"Bali tem o misticismo da Índia, a agitação das ramblas de Barcelona e o requinte parisiense. É aquilo que se pode chamar de Ásia instantânea: no pequeno território há um pouco de tudo. Só falta o mar turquesa das Caraíbas. Mas também não precisa. Em Bali, as montanhas são verde sonho, montanhas que nos reconciliam com o Mundo.."

André Macedo - Volta ao Mundo nº 135 / Janeiro 2006





a descobrir..


Leitão da Madeira.. terça-feira, 1 de Maio de 2007 |


Desde há muito, diria mesmo desde que me lembro de pensar, que uma determinada figura do panorama socio-politico nacional tortura profundamente as minhas concepções de educação, bom senso, decência.. enfim, digamos que o meu consciente e o dito nunca se deram muito, bem pelo contrário. Além de contrariar todas as referidas concepções, houve ainda mais uma que contribuiu sobremaneira para abalar mais uma questão que eu tinha como dado adquirido - efectivamente sempre fui (fomos) instruído(s) no sentido em que o fascismo e seus ideais estariam, em termos de efectiva materialização estatal, etc, em aparente declínio após a experiência da Segunda Grande Guerra. Até para o senso comum (para o Sr. Ferreira como diria o ratinho de Economia), o fascismo é, como identificação real e fundamento do Estado de Direito de Democrático um cenário a evitar e que a comunidade internacional desde há muito considera em progressivo abandono (não obstante o caso real e extremamente importante da aparente ascensão da extrema-direita um pouco por todo o lado, mas isso será outra discussão); juntando a esta ressalva uma outra relacionada com os regimes ditatoriais do perfeito e ideal socialismo comunista, cujos agradáveis exemplos nos deliciam todos os dias (ressalva esta certamente retórica já que os humildes e necessitados lideres comunistas nos relembram todos os dias através dos governos a seu cargo a sua importância extrema no evoluir das sociedades e mentalidades contemporâneas) diríamos que só nos resta falar de uma das ditaduras fascistas ainda existentes neste nosso mundo e que, como não podia deixar de ser está em Portugal.. ou quase!
É óbvio que falo do cabeçudo fascista Jardim (de referir que considerei imenso a adjectivação utilizada neste post mas depois de bastante reflexão não parece merecer muito respeito um senhor com uma atitude tão arrogante e de puro escárnio por mim português continental - e insular que fosse - como esse dito presidente assume constantemente).
Sempre me questionei o porque de esse senhor falar nas televisões, aparecer nos jornais, insultar os governantes (os verdadeiros, não os fantoches como ele), ditar leis , enfim existir no dito panorama politico.. cresci a ouvi-lo dizer asneiras, dançar em cuecas, dizer palavrões em directo, perseguir jornalistas, enfim [como disse e bem (por muito que e custe admitir, o que é verdade nunca deixa de o ser independentemente de quem o diga) Francisco Louçã] a dirigir a sua "familia" qual Tony Soprano..
Paralelamente, apercebi-me também que existia algo chamado de opinião publica (além do programada Sic Noticias) e em terceiro fui progressivamente tomando conhecimento que vivia num país 30 e poucos anos atrasado em relação à média europeia, que não sabe o que é um referendo, que se marimba para os beneficios do Alqueva, que tem 6 milhões (!..) de benfiquistas, que adora pedir e torrar subsídios, que tem a zona com a maior percentagem per capita de carros de luxo da europa, enfim, resumindo, que vivia em Portugal.
Se num primeiro momento extrema especie me causava o facto do gordo andar para la nos Carnavais em cuecas depois somei o terceiro elemento e compreendi.. este post é quase que intemporal pois desde sempre podia tecer este tipo de considerações acerca desse senhor..
Aptece-me pedir desculpa por tamanha estupidez e estupefacção da minha parte mas de facto quase 19 anos a viver no mesmo país que esse artista torna qualquer um bastante parvo.. portanto se me permitem iria ainda mais longe e perguntaria em jeito de eterna conclusão: porquê, mas porque raio é os coitados e certamente boas pessoas que são os madeirenses dão eleição apos eleição maiorias ao homem?! uma ilha com tantas potencialidades, tão bonita, com gente tão afável, qual a razao de continuar a suportar um governante que nem digno do cartão de militante social-democrata é? terão certamente as suas razões, mas perdoem-me a franqueza não consigo ter pena de vocês! pena tenho das populações como a de Câmara de Lobos, uma das mais pobres de Portugal que por terem a infelicidade de não terem 2 ou 3 empresários interessados na zona para construção, a passar por cima do Ministério Publico, Tribunais, Constitução, etc, não se veêm contemplados com uma dança em cuecas do infeliz leitão.. nem todos podem viver no Funchal na sombra de um Hotel de luxo construido em terrenos proibidos ou de ser contemplados com uma campanha ainda mais cara que a do próprio Presidente da Republica cujo financiamento só numa pequena percentagem é financiado pelo Estado.. nem todos podem mandar os filhos estudar para o Continente, com esses sim queria falar e sentir a tristeza de ser pobre em pleno Fascismo.. a nós jovens como eu que tivemos a sorte de não sentir a PIDE, nem o Ultramar, não me parece justo aceitar que esse senhor signifique tamanho ultraje aos valores da nossa democracia..

citando com as devidas adaptações outra personagem da mesma corja do neo-fascista gordo da pérola do Atlantico "para a Madeira e em força!"