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"escritos espartilhados sobre um dia-a-dia mais que banal!.."

Finlândia..


Face aos meus devaneios políticos, foi-me enviada uma mensagem para que eu a comentasse. A fim de tornar o desafio mais interessante decidi (sem o conhecimento do autor mas certamente com a sua concordância tácita) publicá-lo aqui no echoes.. para que todos os que desejarem possam emitir o seu parecer. Assim:


"Que achas das políticas económicas da Finlândia?
É que o país é virtualmente perfeito e, no entanto, deve ser o mais socialista da Europa ocidental: o Estado tem monopólios (como o álcool, por exemplo), os impostos são altíssimos, existe um sistema de saúde gratuito, ensino gratuito em todos (mas todos mesmo, e para todos!) os graus de ensino, não existem classes (quase toda a população tem os mesmos rendimentos e cultura, tanto em Helsínquia como numa vila qualquer da Lapónia) e o país é altamente secularizado. E, com isto tudo, têm o melhor sistema educativo do mundo (1º lugar nos testes pisa), um dos melhores sistemas de saúde do mundo também, economia muito desenvolvida, elevado poder de compra assim como de formação/educação de toda a população. Serviços públicos e privados que funcionam. A Finlândia ultrapassou os EUA no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, no último relatório.
Não estou a dizer que o país seja mesmo perfeito, nem me parece de estranhar que com o tipo de cultura e população o país tem acabe acabe por ser tão desenvolvido, qualquer que seja o lado político adoptado.
Mas, com tanto esquerdismo que por aqui reina, acho que seria de esperar, pelo menos de acordo com as tuas posições políticas, que fosse um país condenado à desgraça... Estou errado?"

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  • Blogger jünger says so:
    09 Outubro, 2009 13:34  

    apenas para iniciar as hostilidades, diria que o autor cai logo à partida no erro Socrático (do nosso Sócrates) de comparar Portugal com a Finlândia. Um pais com índices pouco acima do limiar do Desenvolvimento com outro que apenas é dos países mais consistentes do Mundo.
    Em segundo, a Finlândia está bem longe de ser socialista! top

  • Blogger Romeu says so:
    09 Outubro, 2009 15:39  

    Concordo com a postagem sim! xD

    Mas eu não comparei Portugal com a Finlândia, eu estava a referir-me ao facto das políticas de esquerda que críticas serem aplicadas em força e com (aparente) sucesso por aqui...

    Mas, longe de ser socialista?
    Isto é do mais socialista que há!
    Até o russo que vive comigo diz que a Finlândia é super socialista!
    Ainda me hás-de mostrar os teus argumentos nesse ponto...

    Quanto ao resto, feel free to comment and discuss! top

  • Blogger Daniela Ramalho says so:
    10 Outubro, 2009 17:48  

    engraçado... sempre vi também os países nórdicos como sítios onde o socialismo é aplicado de uma forma mesmo muito perfeita, tal como seria de esperar a partir de uma leitura mais mitigada de vários escritos. e sempre achei curioso que nunca sejam estes países dados como exemplo, quando claramente o são, e quando alguém os usa, os economico-liberais e outros que se posicionam mais à esquerda, rematam logo dizendo que esses países não têm nada de socialistas.
    A verdade é que o enorme poder do estado e dos serviços públicos, aliados à enorme tributação dos rendimentos e com apoios sociais tão grandes que quase colmatam qualquer tipo de diferença que possa haver entre classes, são sinais de que existe um socialismo implantado. O que faz provavelmente muita gente negar tal evidência é a ideia e o preconceito de que socialismo implica sempre uma ditadura e vários presos políticos, juntamente com mortos e silêncio das opiniões divergentes. top

  • Anonymous Anónimo says so:
    15 Outubro, 2009 18:30  

    parece que já borraste top

  • Blogger jünger says so:
    16 Outubro, 2009 00:59  

    Amigos,

    Desde logo, e como base de todo o meu raciocínio, esquecem os senhores que nego que a Finlândia seja um pais socialista não pelo "preconceito de que socialismo implica sempre uma ditadura e vários presos políticos, juntamente com mortos e silêncio das opiniões divergentes". Não que não seja um dos belos presentes com a Esquerda nos brinda, mas não é de facto esse o ponto. A questão é que desde logo o vosso amado socialismo assenta numa concepção de relevo do papel do Estado, no caso, no sector económico. Na Finlândia, não temos uma propriedade colectiva, muito menos uma intervenção estatal minimamente preponderante nos meios de produção. Temos sim, um perfeito exemplo duma belíssima economia de mercado, de total incentivo à iniciativa privada e livre prossecução dos objectivos dos agentes económicos. Expressões estas que acredito tanta comichão fazem nos ouvidos dos ideólogos esquerdistas estarei errado?

    Na Finlândia, não se tributa na senda do combate ao bicho-papão do capital. Não se atormentam os contribuintes com impostos desmedidos, forçados, apenas porque o Estado tem de cumprir a sua função dita redistribuidora. Ali, o capital é entregue ao Estado como um mero sustentar, não da máquina pesada que suporta a nação, mas sim a entidade que proporciona a todos os seus cidadãos as condições ideais para a prossecução dos seus objectivos.

    Não chamem a Finlândia de pais de esquerda apenas porque sabem pelas estatísticas que tem um perfeito sistema publico de saúde ou educação. Isso passa-se porque a livre iniciativa e promovida e incentivada. Porque o ordenado atribuído a cada trabalhador é usado na realização dos seus objectivos e não no sustendo duma máquina pesada, opressora e pseudo.dominadora dos seus súbditos; um dos objectivos dos particulares, a qualidade de vida, é assegurada pelo Estado, daí se legitimar a sua intervenção tributária.

    Na Finlândia, o mérito é reconhecido e aprovado; e a aquela inveja intrínseca tão típica de esquerda do "se o rico tem ele tem de deixar de ter porque eu não tenho" não é solucionado com o reivindicar do Estado duma (pseudo) redistribuição, dum combate atroz aos empresários e aos agentes económicos. Ali, o Estado não controla nem chama a si qualquer responsabilidade que não seja a de proporcionar o bem estar daqueles que todos os dias se empenham na realização dos seus objectivos de vida. O Estado Finlandês não tributa para pesar nos ombros do cidadão como os nossos de Esquerda; apenas o faz para dar ainda mais qualidadede vida, mais bem estar aqueles que o constituem.

    Porque o Estado somos nós e a sua função é meramente reguladora e proporcionadora de bem estar social.

    Termino como iniciei. Não podemos comparar uma economia liberal nórdica com a nossa opressora Esquerda tão tipicamente latina. Em nada! top