homossexuais.. sábado, 28 de Fevereiro de 2009 |

certíssimo! (trocaria apenas "inferiores ou menores" por "diferentes") agora o raciocinio incrivelmente falacioso:
mas afinal que tem que ver o casamento, a reprodução, o núcleo familiar, entre outros, com um elemento de raça diferente? qual é a comparação possível entre a luta pelos direitos dos negros (que a única diferença que possuem de qualquer outro ser humano é a pigmentação da sua pele; cujo papel social em nada choca com outro tipo de questões ou valores) com a luta pelo casamento entre homossexuais? Mas afinal tudo isto não passa dum capricho pelo instituto do casamento? Mais ainda, estamos a falar de casamento ou de afectos? è que estes senhores julgam que a liberdade de casamento se confunde com adopção! Mas afinal falamos de matrimónio ou de carinhos e afectos para com as crianças?
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a este respeito, duma forma claríssima: Manuel Fernando de Sousa Gomes - aqui
1. Ora, em face do discorrido, parece-nos pertinente referir que a questão não é se uma criança está em condições de ser adoptada por um casal homossexual, mas sim se um casal homossexual pode adoptar. Subjaz a este pensamento que a adopção é feita para dar uma família a uma criança, e não para dar uma criança a uma família.
De uma forma global, constatar-se-á que as motivações que parecem estar na base do desejo de adopção pelos casais homossexuais, estarão relacionadas com o desejo de maternidade e paternidade, advindo da impossibilidade de ter filhos ou de simplesmente estarem motivados para querer dar uma vida feliz a uma criança que a não tem. Estes, são normalmente adoptantes que não colocam restrições específicas na escolha da criança, mostrando-se abertos a receberem crianças de risco e mais problemáticas, ao contrário do que normalmente parece acontecer com a generalidade dos casais adoptantes. Esta situação estará porventura relacionada com a maior motivação que possuem para a paternidade/maternidade, aliada a uma maior resistência e confiança em enfrentar as adversidades que vão surgindo.
No caso de crianças adoptadas, registam-se algumas dificuldades acrescidas, que poderão surgir do facto de se verificar ainda, segundo nos é dado constatar, um olhar inquiridor sobre eles por parte da comunidade e algumas atitudes discriminativas acerca do facto de a criança estar ao cuidado apenas do elemento do género masculino/feminino.
Actualmente, verifica-se, que um pai singular pode sê-lo de forma tão eficaz, quanto uma mãe singular ou um casal heterossexual, assegurando ao adoptado tudo o que lhe é mais importante para o seu desenvolvimento, e de uma forma muitas vezes até mais empenhada e até mais presente do que se verificam em muitos pais biológicos, salvaguardando naturalmente maiores lacunas, a nível emocional nas crianças adoptadas, pela vivência do abandono e institucionalização que porventura viveram numa fase precoce da vida, mas que acaba por ser resolvida à medida que é dado à criança todo o afecto e carinho que lhe faltou até aqui. Podemos assim dizer que uma família onde só a mãe ou só o pai desempenham uma função educativa pode ser, e é-o em muitas circunstâncias, uma família melhor que muitas ditas tradicionais.
2. Por outro lado, sendo as uniões de homossexuais não-reprodutivas, por definição, não fará sentido – racionalmente entendido – conceder legalmente a adopção de crianças progénitas e não-progénitas a casais homossexuais.
Parece-nos óbvio que se um casal homossexual adoptar uma criança ela irá ter, no caso de os pais (ou mães) assim o entenderem, a sua escolha sexual condicionada, pois o adoptado na sua formação de personalidade pode de alguma forma, por inerência da sua vivência e educação apoiada na dos seus pais adoptantes ser levado a proceder a escolhas que não as de acordo com as suas próprias orientações.
Os homossexuais defendem-se dizendo que também os filhos de pais heterossexuais são condicionados nas suas escolhas sexuais...parece que é verdade, sem dúvida, mas é claramente, digamos, "forma de ver as coisas", é aquilo a que estamos habituados, ou seja, um homem e uma mulher amarem-se e procriarem (não na ideia de terem sexo só pela procriação e apenas para manter a "espécie"...), o que é posto em causa pelas opções homossexuais.
É indubitavelmente uma questão problemática, mas ponderando os prós e os contras, esta, parece-nos aquela que possui maior coerência, e a nossa resposta seria com toda a certeza não, alicerçando esta postura, nomeadamente no que concerne ao instituto do casamento, pois que, ao permitir-se a união de facto entre pessoas do mesmo sexo é abrir uma caixa de Pandora que eventualmente terá como resultado acabar com a própria instituição do casamento, porque sendo o casamento tudo, este passa a ser nada.
é esta uma das pedras de toque da discussão. Volto a dizê-lo, a igualdade aristotélica consiste em tratar igual o que é igual e diferente o que é diferente! Assim, sejamos coerentes de uma vez por todas - se estamos a falar de casamento, da Instituição Casamento, esta tem um núcleo singular e inabalável de valores, características e significados. Querem uniões de facto, junções, ajuntamentos, chamem-lhe o que chamarem, pois muito bem assim seja. A própria lei já prevê situações a nível fiscal, entre outros, que acondicionam o estatuto da homossexualidade. Enquadrem a situação num qualquer esquema legal, natural, humano, dotado de alguma razoabilidade. Agora, por favor, de uma vez por todas, respeitem o significado do Casamento; e esse significado, essa união é constituída por um homem e uma mulher! Porque se assim for, também me vão ver amanhã nas noticias com uma bandeira e um autocolante às cores, no meio da Cordoaria a pedir igualdade para casamentos entre 3 pessoas, entre homens e gatos ou mulheres e cavalos! Isso seria uma união, perdoem-me, mas nunca um casamento! Reconheço com naturalidade a "variante normativa", apenas não admito o seu enquadramento nos moldes do casamento.
Ela só tem de ser reconhecida e tratada sem dois pesos e duas medidas. É isso que se pede. Para além disso é perfeitamente ridículo falar da existência da homossexualidade como uma ameaça à reprodução da espécie humana quando é numericamente minoritária, quando neste momento o planeta está super-populado e quando há homossexuais que manifestam desejo (e concretizam-no) de procriar e/ou ajudar na função social de criar e educar um ser humano.
criar e educar um ser humano? sim, é certo, mas volta a misturar casamento com adopção.. decidam-se por favor! se é de adopção que falamos a discussão é bem diferente... e para pior! Queria ainda esboçar um comentário a este paragrafo mas é tão tristemente ridículo que fico sem saber o que dizer; são tiradas que nem como argumentos fazem sentido.. não sei o que é que isto significa sinceramente!




