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"escritos espartilhados sobre um dia-a-dia mais que banal!.."

perspectivas.. segunda-feira, 29 de Junho de 2009 |

o inevitável Hugo Chavez..
aqui sobre Michael Jackson (um quase Santana Lopes vs Mourinho)






bancos.. segunda-feira, 15 de Junho de 2009 |


Há muito tempo que ando para escrever algo sobre o tema. Toda esta questão ligada, maioritariamente, ao BPN e BPP não pode deixar o observador minimamente atento indiferente. Assim, estando a passar os olhos pela edição de fim-de-semana passado do Jornal de Negócios encontrei, na Opinião de Helena Garrido, um sintético e felicíssimo resumo da minha opinião, aliado a uma referencia a um texto de valor excepcional! - o discurso de António Barreto por ocasião das comemorações do 10 de Junho - um texto que todos sem excepção ou desculpa deviam ler e reler. Aqui ficam então dois belos motivos de leitura! (com link para o texto integral)


"Que exemplo nos está a dar a Justiça quando João Rendeiro, o líder desse banco suspeito, tem o atrevimento de afirmar ao jornal "i" que o Governo alimentou "falsas esperanças" aos clientes do BPP e que não sabe "o que se andou a fazer durante estes seis meses". O que não se sabe de facto é o que tem andado a fazer o Ministério Público nestes últimos seis meses. No BPP como no BPN. É incompreensível que Oliveira e Costa do BPN esteja preso preventivamente há seis meses. E como é possível compreender que se tenham congelado "preventivamente", dizem os comunicados, os bens de João Rendeiro e outros gestores do BPP passados quase sete meses após a intervenção no banco?"


*

"Não usemos os nossos heróis para nos desculpar. Usemo-los como exemplos. Porque o exemplo tem efeitos mais duráveis do que qualquer ensino voluntarista.

Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais.

Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses necessitam de exemplo, bem mais do que de sermões.

Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensíveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo.

Pela liberdade e pelo respeito devido aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes.

Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos.

Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo com mais elevado sentido de justiça.

Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. O exemplo dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo “ethos” deveria ser o de servir.

Dê-se o exemplo e esse gesto será fértil! Não vale a pena, para usar uma frase feita, dar “sinais de esperança” ou “mensagens de confiança”. Quem assim age, tem apenas a fórmula e a retórica. Dê-se o exemplo de um poder firme, mas flexível, e a democracia melhorará. Dê-se o exemplo de honestidade e verdade, e a corrupção diminuirá. Dê-se o exemplo de tratamento humano e justo e a crispação reduzir-se-á. Dê-se o exemplo de trabalho, de poupança e de investimento e a economia sentirá os seus efeitos.

Políticos, empresários, sindicalistas e funcionários: tenham consciência de que, em tempos de excesso de informação e de propaganda, as vossas palavras são cada vez mais vazias e inúteis e de que o vosso exemplo é cada vez mais decisivo. Se tiverem consideração por quem trabalha, poderão melhor atravessar as crises. Se forem verdadeiros, serão respeitados, mesmo em tempos difíceis."


Portugal.. quarta-feira, 10 de Junho de 2009 |



Esta é a típica data em que acordo a pensar o significado de mais uma data. Mais ainda quando ligo o meu receptor na RTP, assistindo a mais uma boa dose de condecorações (que aqui se podem consultar). De assinalar, por curiosidades distintas, o reconhecimento de Álvaro Cassuto e Costa Andrade, entre outros. Surge-me inevitavelmente na memoria mais um aniversário do meu Pai.

Ao realmente reflectir no Dia de Portugal, os pensamentos são muitos. São diversas, plúrimas as possíveis reflexões sobre outros tantos temas. Resumo nas palavras dum tema, pertença de um os artistas nacionais que mais admiro..


Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar




para quem quiser apreciar..
http://www.imeem.com/people/vSU66r/music/wvAeIABq/jorge-palma-portugal-portugal/